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A Psicologia Jurídica é uma das nomenclaturas comumente utilizadas para denominar essa área da Psicologia que se inter-relaciona com o sistema de justiça. Caracteriza-se como uma área da psicologia que se encontra, na atualidade, em constante desenvolvimento.
Segundo Popolo (1996), a Psicologia Jurídica é uma área de especialidade da Psicologia e, por esse motivo, o estudo desenvolvido nessa área deve necessariamente apresentar uma perspectiva psicológica que resultará num conhecimento específico. No entanto, pode-se valer de todo o conhecimento produzido pela ciência psicológica. O estudioso destaca a importância dos profissionais peritos, reconhecerem o limite de sua perícia, por se tratar de conhecimento da conduta por meio da perícia. Neste contexto, observa-se a relevância de verificar a confiabilidade e a validez dos instrumentos e do modelo teórico utilizados, a fim de constatar se os mesmos respondem ao objetivo do procedimento.
A Psicologia Jurídica procura atender a demanda jurídica como uma psicologia aplicada cujo objetivo é contribuir para o melhor exercício do Direito. Esse tipo de relação de subordinação ocorre entre psicologia e psiquiatria forense, na qual o saber psicológico está a serviço da psiquiatria como assessor. O psicólogo torna-se auxiliar do médico e contribui na elaboração do diagnóstico clínico, que é de responsabilidade do médico, e não do psicólogo. A outra forma de relação entre Psicologia jurídica e Direito, de acordo com Popolo (1966), é a complementariedade. A Psicologia Jurídica como ciência autônoma, produz conhecimento que se relaciona com o conhecimento produzido pelo Direito, incorrendo numa interseção. Portanto há um diálogo, uma interação, bem como haverá diálogo com outros saberes como da Sociologia, Criminologia, entre outros.
Se desejar aprofundar conhecimentos nessa área é bom pesquisar outras áreas tradicionais pouco desenvolvidas no Brasil, como a psicologia do testemunho, a psicologia policial/militar e a Psicologia Jurídica e o direito Cível. Tais reflexões permitiram constatar o quanto a Psicologia Jurídica Brasileira pode e necessita crescer, não só na quantidade de profissionais atuantes e na qualidade do trabalho desenvolvido por eles, mas sobre tudo na intensificação da publicação do conhecimento.
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