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Mônica Silveira é Psicóloga graduada pela Universidade Federal de Sergipe. Especialista em Gestalt-terapia, também pela UFS. Tem formação em Medicina Profissional (UFS) e é Mestre em Saúde Mental.
Professora Mônica é membro do Corpo Docente do Curso de Psicologia da Faculdade Pio Décimo; Supervisora de Estágio em Clínica e Psicóloga do Serviço de Saúde Mental, no Município de Nossa senhora do Socorro.
Leia o TEXTO título dessa matéria:
Como Psicóloga tive a necessidade de falar para vocês algumas palavras referentes à experiência na prática clínica. Utilizarei a fonte enriquecedora a gestalt-terapia, da qual conduzo os meus pacientes.
Minha experiência em clínica como aluna na Universidade Federal de Sergipe foi maravilhosa; lembro-me da vontade que tinha de querer atender mais e mais. Naquele momento ainda estava experimentando as abordagens, não havia uma determinação de estar na gestalt, sim, estar! Porque na gestalt não somos, mas estamos sempre experienciando.
A gestalt-terapia traz como um dos seus norteadores o processo de escolha. Será que podemos nomear as escolhas que fazemos na vida em certas ou erradas? Pouco provável que sim, mas é fundamental respeitarmos e olharmos para o passado de modo digno, triunfante; afinal, foi o que tivemos de melhor a fazer, foi o que pudemos realizar...
O que nos une ao mundo e às pessoas: o contato - “O contato é um ato de autoconsciência totalizante, envolvendo um processo no qual as funções sensórias, motoras, e cognitivas se unem” (PORCIANO, 2005). Quando atingimos a awareness tomamos a consciência global no momento presente (GINGER, 1987), pois é, quando fizemos nossas escolhas firmamos um compromisso com o aqui e agora, here and now, ação ou interação com nossas percepções, as quais merecem o devido respeito.
Ao estabelecermos o contato com o nosso paciente, entramos sem pedir licença no seu mundo. Ah! E que mundo rico de significados, até então encobertos por nuvens de sofrimento, dor, alegria... Então, teríamos muitos motivos para pedir com licença, não é?
Segundo Martin Buber apud, Hycner, 1995 “o que esperamos quando estamos desesperados e, mesmo assim, procuramos outro homem? Certamente uma presença, por meio da qual somos informados de que, apesar de tudo, há significado”
Devemos como psicoterapeutas, fugir do óbvio, ou pelo menos não persegui-lo. Isso nos atiça, engrandece, mas nos faz distanciar da pessoa ao tentarmos encontrar respostas que a ampare nos moldes do ser normal e anormal.
Quantas vezes o nosso olhar afetivo é o que basta para curar as feridas do desamparo. Ao mesmo tempo, ao damos a tão sonhada continência do olhar, temos que ensiná-los a andar novamente.
Sejamos sinceros, éticos, não deixemos de fazer nossas reflexões pessoais; seja o que for que nos possibilite subir ao palco como atores principais, ao entrarmos no espaço do setting terapêutico somos um curador ferido e o protagonista dessa história é nosso paciente.
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